Inovando em logística para o transporte
Responsável pela construção do Terminal Embraport, na margem esquerda do Porto de Santos, no litoral paulista, a Odebrecht Infraestrutura tem utilizado soluções criativas na logística da obra.
O destaque é o transporte das estacas nas frentes de cravação, etapa do ciclo de fundações do cais. A fase vai propiciar, futuramente, a atracação de navios de containers de grande porte, colocando o Porto de Santos em patamar superior à sua posição atual.
Devido ao comprimento de 52 metros e ao peso de 45 toneladas das estacas utilizadas no projeto, a empresa apostou no transporte marítimo. Para isso, foram projetadas e construídas embarcações especializadas para o deslocamento das peças.
A dificuldade no transporte e o grande volume de peças para fabricação – mais de 2.000 estacas e 6.000 peças armadas – fez com que a Odebrecht montasse uma fábrica de 60 mil m2, com seis linhas de produção e 12 pórticos com capacidade para 35 toneladas e vão de 23 metros. “A obra se adaptou aos desafios e ao meio, buscando condições para produzir internamente os recursos necessários, dentro da qualidade demandada”, destaca Giorgio Bullaty, Gerente de Produção.
Em média, oito estacas são fabricadas diariamente. Após a produção, os materiais são armazenados na área de estoque, de onde são deslocados para receberem uma ponteira metálica de até nove metros. “Estudos identificaram diferentes tipos de solo na região, por isso a necessidade de colocação das ponteiras, que facilitam a perfuração da camada de sedimentos”, explica Henrique Marchesi, Diretor de Contrato.
Após o transporte marítimo, inicia-se o processo de cravação, também modificado pela empresa. A solução encontrada para as fundações foi a utilização de cantitravellers – grandes estruturas metálicas que servem para assegurar a posição da estaca durante a cravação, realizada com o auxílio de um guindaste.
De acordo com Amilton Sendai, Gerente Comercial, uma das vantagens dos cantitravellers é a independência das condições do mar. “Nós estamos transformando uma obra marítima em uma obra suspensa”, revela. Para evitar o surgimento de trincas e fissuras na estaca durante o içamento, o projeto desenvolveu um dispositivo que permite a verticalização de forma eficiente e segura.
A previsão é que 350 metros de cais estejam concluídos em dezembro deste ano, período em que estarão prontas outras áreas do terminal, como o elevado de 800 metros que passa sobre a ferrovia e o rio e as edificações para a entrada no terminal.