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A contagem regressiva começou na última terça-feira (28). O FPSO Pioneiro de Libra deixou Singapura rumo ao Brasil, onde será o primeiro navio a produzir óleo no Bloco de Libra, localizado na Bacia de Santos e considerado uma das maiores reservas de pré-sal do mundo.

A viagem tem um significado especial para os integrantes da Odebrecht Óleo e Gás, que tem como sócia a norueguesa Teekay Offshore na joint-venture (50/50), denominada OOGTK, proprietária do FPSO.

Por um período de 12 anos, o FPSO será afretado e operado pela joint-venture em testes de longa duração para o Consórcio de Libra, formado por Petrobras (Operadora, com 40%), Total (20%), Shell (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%). A unidade deve começar a produzir óleo até o fim do primeiro semestre.

"A conclusão dessa etapa demonstra a competência e a capacidade de entrega de nossa parceria com a Teekay Offshore. Após quatro anos da bem-sucedida operação do FPSO Cidade de Itajaí, essa parceria rende agora seu segundo fruto", comemora Jorge Mitidieri, Diretor Superintendente de Serviços Integrados da Odebrecht Óleo e Gás.

Reservas de até 12 bilhões de barris

Mas você sabe o que é uma FPSO? É a sigla para Floating Production Storage and Offloading, um tipo de navio que produz e armazena petróleo, escoando-os depois para navios petroleiros. Os FPSOs são operados em locais de produção distantes da costa.

Com capacidade para produzir 50 mil barris de petróleo e para comprimir 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a operação do FPSO Pioneiro de Libra será um marco para a exploração de petróleo no mundo. Isso porque o Bloco de Libra se estende por mais de 1,5 mil km² e possui reservas estimadas de 8 a 12 bilhões de barris, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A unidade poderá atuar em lâmina d’água de até 2.400 metros de profundidade.

Desde seu batismo em dezembro, a embarcação passou por testes de comissionamento e de mar. Durante a viagem ao Brasil, outros testes serão realizados. Após sua chegada, o FPSO passará por processos de aprovação de entidades, de órgãos fiscalizadores e da Petrobras.

Sem acidentes com afastamento

A construção da unidade começou em 2014 no estaleiro Jurong, em Singapura, e recebeu investimento de aproximadamente US$ 1 bilhão. Os números são superlativos também no quesito Segurança do Trabalho: ao longo de mais de dois anos, aproximadamente quatro mil pessoas estiveram envolvidas no projeto, o que contabilizou mais de 19 milhões de homens/horas trabalhadas sem registro de nenhum acidente de trabalho com afastamento.

Em 22 de março, o Consórcio de Libra reconheceu formalmente o marco e entregou uma placa comemorativa para representantes da joint-venture e do Estaleiro Jurong. "Esse reconhecimento, entregue dias antes da saída da unidade de Singapura para o Brasil, nos enche de orgulho e reflete o compromisso de toda a equipe com a segurança das pessoas e dos nossos ativos", destaca Rodrigo Lemos, diretor de Contratos de Produção Offshore.