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Promover o desenvolvimento territorial sustentável nos âmbitos econômico, social e ambiental é o objetivo do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS). Criado em 2003, essa é uma iniciativa idealizada e coordenada pela Fundação Odebrecht que incentiva a formação de uma geração de jovens protagonistas e multiplicadores de conhecimento para suas famílias e comunidades, fomenta o cooperativismo, a conservação dos recursos naturais e a promoção da cidadania. Em 2018, a instituição pôde constatar os resultados da atuação do PDCIS por meio de um trabalho de Avaliação de Impactos, conduzido pela JS/Brasil Consultoria e abrangendo nove municípios do Baixo Sul da Bahia, região de atuação da Fundação: Piraí do Norte, Nilo Peçanha, Ibirapitanga, Presidente Tancredo Neves, Camamu, Taperoá, Igrapiúna, Ituberá e Valença.

Veja os resultados da avaliação de impactos no vídeo abaixo:

 

"Avaliar impactos é uma etapa que gera conhecimento sobre a ação que se realiza, disponibiliza informações para verificação se é ou não efetivo o caminho escolhido e permite ajustes e correção de rotas. O objetivo era compreender se o PDCIS produz reais impactos para os jovens, suas famílias, comunidades e sociedade em geral. Por meio de um trabalho com rigor científico, pudemos confirmar que tais iniciativas conseguem atingir retornos financeiros, econômicos, sociais e ambientais para além dos indicadores que, muitas vezes, apenas relatam o esforço da ação", afirma Fabio Wanderley, superintendente da Fundação Odebrecht.

Jovens empreendedores

O processo levou oito meses para ser concluído, onde foram visitadas 190 propriedades rurais e realizadas mais de 300 entrevistas. A metodologia científica adotada foi a de Caso-Controle, comparando-se dois grupos: o Caso, formado por beneficiários do PDCIS, e o Controle, constituído por não beneficiários, mas com características semelhantes ao outro grupo. O resultado mostrou que o Programa gera riqueza considerável para jovens, suas famílias e comunidades do Baixo Sul da Bahia. Em termos monetários, para cada R$ 1,00 investido no PDCIS retornam R$ 2,13 em benefícios para a sociedade.

Ficou comprovada que a taxa interna de retorno do PDCIS é de 57,8%: no caso de não haver recursos para investimentos no Programa, empréstimos em bancos de fomento poderiam ser feitos até esta taxa de juros anual e ainda seriam economicamente viáveis. Também são significativos os impactos da participação do jovem no PDCIS em sua vida produtiva: a taxa de desocupação de um adolescente beneficiado pelo PDCIS é de apenas 9,7% - para o grupo Controle, o dado é de 46,8%, sendo a média da Bahia 17,9%.

“A terra ensina muito, ensina sobre a vida. Onde eu estudo, aprendemos tudo relacionado à agricultura. Na escola, trabalhamos com a Pedagogia da Alternância. Passamos uma semana na escola, aprendendo a teoria, e depois 15 dias em nossas propriedades, colocando em prática. Eu tinha vontade de ir para a cidade grande e trabalhar em uma empresa. Mas, quando descobri que eu já estava trabalhando em uma, tudo mudou. A minha propriedade é uma empresa: você empreende e alimenta as pessoas. Isso é muito importante”, afirma Carolaine dos Santos, jovem beneficiada pelo PDCIS e moradora do município de Camamu (BA).

A partir de experiências como a de Carolaine, é possível afirmar que o jovem atendido pelo PDCIS está 113% mais preparado para enfrentar o mercado de trabalho do que aquele que não participou da iniciativa, segundo a avaliação de impactos da consultoria.

Meio ambiente

A atuação do PDCIS trouxe aumento da consciência ambiental para os agricultores envolvidos no Programa. Segundo a pesquisa, eles são três vezes menos propensos a enterrar, jogar ou queimar embalagens de agrotóxicos vazias e quase seis vezes menos propensos a enterrar ou queimar lixo doméstico. Além disso, produtores que fizeram uso racional de recursos do meio ambiente obtiveram retorno anual em média R$ 20 mil acima do grupo Controle.

Com os resultados da avaliação de impactos, também foi possível indicar aspectos para aprimoramento no PDCIS. De acordo com o estudo, é necessário fortalecer ainda mais a sinergia entre as instituições que fazem parte do Programa, buscando maior integração entre elas. Além disso, estão previstas melhorias no acompanhamento dos jovens egressos, maior estímulo ao protagonismo feminino e à inserção econômica da mulher no campo.

Impactos do PDCIS

Econômicos

•             Os beneficiários reduziram em 65% a sua dependência do Bolsa Família.
•             Aumento médio de R$ 25 mil na renda anual dos beneficiários do PDCIS, podendo chegar a R$ 40 mil a mais quando o agricultor é associado a uma cooperativa.

Sociais

•             Os jovens beneficiários têm mais confiança em falar e se posicionar, têm menos intenção de sair de suas propriedades, são mais propensos a ajudar e compartilhar conhecimento e têm mais participação social.
•             As famílias beneficiadas enfrentam menos dificuldades no período de seca (falta de água para beber e cozinhar), na obtenção de alimentos, além de destinar mais corretamente o esgoto.

Ambientais

•             Os agricultores atendidos pelo PDCIS são cinco vezes mais propensos a ter seu Cadastro Estadual Florestal de Imóvel Rural regularizado do que o grupo Controle.
•             As propriedades agrícolas atendidas pelo PDCIS são três vezes menos propensas a usar queimadas e possuem em média 0,58 a mais de nascentes do que as propriedades do grupo de controle.