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Se sua dieta inclui o consumo de carnes, em um ano você precisaria plantar duas árvores para neutralizar o que as suas escolhas alimentares representam em emissões de carbono na atmosfera – isso levando-se em conta toda a cadeia produtiva do alimento, da criação dos animais ao abate e transporte do produto até o supermercado. E se você percorre 10 km por dia de carro, de casa para o trabalho, em um veículo 1.0 movido a gasolina? Sua “dívida” anual é mais alta: você precisaria plantar quatro árvores até o fim do ano para zerar seu débito com o planeta.

É pensando nessa relação de causa e efeito que muitas empresas e organizações vêm colocando a mão na massa – ou melhor, na terra – para neutralizar o impacto de suas atividades econômicas. Quem conhece a propriedade do agricultor familiar Eliseu de Oliveira, no município baiano de Ibirapitanga, sabe do que estamos falando. Lá, mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica foram plantadas pela Organização de Conservação da Terra (OCT), instituição que faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht.

A ação, que possibilitará a recuperação de uma nascente, passou a ganhar forma em outubro de 2016, quando a Odebrecht, em parceria com a Fundação, financiou a neutralização das 167 toneladas de carbono emitidas durante a cerimônia do 8º Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável, realizada em novembro de 2016 no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. 

"Se não houver repactuação das instituições visando a conexão de interesses pelo bem comum, poderemos ter dificuldade de nos adaptar aos efeitos das mudanças climáticas", acredita Volney Fernandes, diretor executivo da OCT. "Mesmo sem a obrigatoriedade da compensação das emissões desse evento, a atitude evidencia o comprometimento da Odebrecht com o assunto", diz. 

Volney Fernandes reforça que os benefícios gerados na propriedade de Eliseu vão além das novas árvores: paralelamente, agricultores familiares são capacitados, recebem pagamento pelo serviço ambiental e apoio na regularização ambiental de suas propriedades e ainda passam a ter acesso a melhorias de saneamento básico. Na natureza, os impactos serão percebidos em breve. "A nascente só estará totalmente coberta após três anos. Mas em 12 meses já iremos perceber uma mudança significativa da vegetação", explica o diretor executivo.

Show de Ivete

Engana-se quem pensa que a iniciativa da OCT é pontual. Com o apoio da Fundação, desde 2012 a OCT já neutralizou mais de 2,3 mil toneladas de carbono e plantou mais de 200 mil árvores nativas da Mata Atlântica em restaurações florestais, viabilizando a comercialização de 40 mil toneladas de carbono. 

O número engloba ações em grandes eventos, como a gravação do DVD da cantora Ivete Sangalo em 2013 na Arena Fonte Nova, em Salvador, que possibilitou a neutralização de 50 toneladas de CO2 por meio do plantio de cerca de 300 mudas em um projeto de restauração na Bahia. 

Em 2014, a Odebrecht Óleo e Gás realizou a neutralização de parte das atividades de seus escritórios em Macaé e Itajaí, no Rio, restaurando três nascentes e plantando um total de 3.875 árvores. No mesmo ano, os Gases de Efeito Estufa (GEE) emitidos durante a Reunião Anual da Odebrecht S.A. também foram compensados. 

Pole position

Em outras frentes, a Odebrecht também vem contribuindo para a mitigação dos seus impactos ambientais. Na Odebrecht Agroindustrial, uma parceria firmada em 2016 com a Aston Martin Racing permitiu que o meio ambiente saísse mais uma vez na pole position. Na matemática envolvendo as operações de processamento da cana e a captura do dióxido de carbono da atmosfera decorrente da recuperação de áreas degradadas pelos canaviais, o saldo anual da Agro é positivo – de 479 mil t de CO2eq. 

Por meio do acordo com a Aston, uma pequena parte desse saldo é usada para neutralizar as emissões de CO2 da escuderia (808 t de CO2eq na temporada de 2015), compensando os impactos causados pelas corridas durante uma temporada.