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O livro "Arte Jesuíta no Brasil Colonial - Os reais colégios da Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco", organizado pela pela historiadora Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho, foi lançado na última quinta (14) em Salvador. Resultado de pesquisa vencedora do Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica - Clarival do Prado Valladares, o livro fala sobre a atuação da ordem fundada por Santo Inácio de Loyola e destaca três colégios que, por suas dimensões monumentais, interferiram na urbanização das cidades onde se situam. 

Arte Jesuíta no Brasil Colonial é a 13ª obra lançada pelo prêmio, criado em 2003. A iniciativa cultural do Grupo Odebrecht é conferida anualmente a um projeto de pesquisa inédito que trate de um tema ligado à história do Brasil.  "Muitas teses acabam ficando na gaveta e nos armários. A publicação desse livro vai possibilitar que um número maior de pessoas entre em contato com esse esforço de pesquisa", lembra Anna Maria, que participou do lançamento em Salvador.

O papel dos colégios

Os colégios foram estudados do ponto de vista de uma análise arquitetônica e artística, que utilizou metodologias específicas da História da Arte e da História Social da Cultura, além do estudo do ponto de vista técnico. A obra apresenta esse processo jesuíta de ocupação, no qual os colégios funcionaram como espaços de centralidade e desenvolvimento urbano, levando à consolidação de vilas, à fundação de outras e de cidades nas terras brasileiras.

A historiadora destaca o papel dos colégios como mobilizadores da vida econômica e sociocultural e impulsionadores do ensino superior, voltado principalmente à formação de novos missionários. A obra mostra que grande parte da ocupação do território brasileiro deve-se à ação dos jesuítas e às suas artes, no esforço português de colonização do Novo Mundo.

Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica - Clarival do Prado Valladares

As pesquisas patrocinadas pela Odebrecht resultam na edição de livros de arte, que são distribuídos para bibliotecas e entidades públicas e privadas do Brasil e de outros países. As obras já foram reconhecidas por seis prêmios Jabuti, um prêmio da Associação Brasileira dos Críticos de Arte (ABCA) e um da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Desde a sua criação, foram recebidas 1.500 inscrições, vindas de 23 estados brasileiros. A Odebrecht é responsável pelos recursos necessários à realização completa do projeto selecionado, da pesquisa à edição de livro ilustrado.