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Organizado pela historiadora Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho, Arte Jesuíta no Brasil Colonial – Os reais colégios da Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco enfoca a atuação missionária da ordem fundada por Santo Inácio de Loyola, com destaque para três projetos edificativos que, por suas dimensões monumentais, vinculam-se intimamente com os processos de urbanização das cidades onde se situam. 

Os colégios foram estudados do ponto de vista de uma análise arquitetônica e artística, que utilizou metodologias específicas da História da Arte e da História Social da Cultura, além do estudo do ponto de vista técnico. Num primeiro momento, a obra apresenta esse processo jesuíta de ocupação, no qual os colégios funcionaram como espaços de centralidade e desenvolvimento urbano, levando à consolidação de certas vilas, à fundação de outras e de cidades nas terras brasileiras.

A historiadora destaca o importante papel dos colégios na promoção do ensino superior, voltado principalmente para a formação de novos missionários e ainda como mobilizadores da vida econômica e sociocultural. Ao mesmo tempo, formulavam a organização e defesa dos seus habitantes, de forma a provocar uma politização da sociedade como um todo.

A obra mostra que grande parte do processo de ocupação do território brasileiro deve-se à ação dos jesuítas, às suas artes, no esforço português de colonização do Novo Mundo. Uma ação que se prolongou de maneira ininterrupta durante mais de dois séculos (1549-1759), construindo colégios, seminários, fazendas, engenhos, quintas e aldeamentos, conjugados a igrejas e capelas, em pontos estratégicos ao longo de todo o litoral do país.

A autora mostra que os colégios também funcionaram como núcleos de expansão do apostolado dos jesuítas para o interior do território colonial, na forma de missões, que desenvolviam formas de proteção ao indígena, o que implicou em um movimento de oposição do Estado português. 

O legado da atuação dos jesuítas permanece sensível na cultura brasileira, como fragmentos de uma história cuja lógica se perde, em parte, com a expulsão da Companhia, de Portugal e suas colônias, durante a política pombalina. De certo modo, esta é a História da Civilização Brasileira, uma história longa, inscrita na contradição de autonomias e dependências; de alianças e cismas; de progressos e desvios; de liberdade e escravidão; de “pessoas” e “gentios”.

Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica – Clarival do Prado Valladares

Criado em 2003, o Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica – Clarival do Prado Valladares é uma iniciativa cultural do Grupo Odebrecht conferida anualmente a um projeto de pesquisa inédito que trate de tema ligado à história do Brasil. 

O Grupo Odebrecht é responsável pelos recursos necessários à realização completa do projeto selecionado, da pesquisa à edição de livro ilustrado – sempre com o apurado tratamento gráfico que caracteriza a coleção de Edições Culturais da Odebrecht.

As pesquisas patrocinadas pela Odebrecht resultam na edição de livros de arte, que são distribuídos para bibliotecas e entidades públicas e privadas, do Brasil e de outros países. As obras já foram reconhecidas por seis prêmios Jabuti, um prêmio da Associação Brasileira dos Críticos de Arte – ABCA e um da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. Desde a sua criação, foram recebidas 1.500 inscrições, vindas de 23 estados brasileiros.

Ao todo, foram 13 obras lançadas: 50 Anos de Urbanização Salvador da Bahia no Século XIX (2005); A Talha Neoclássica na Bahia (2006); Escrito da Pedra: Cor, Forma e Movimento nos Grafismos Rupestres na Bahia (2007); A História do Brazil de Frei Vicente do Salvador (2008); Igreja e Convento de São Francisco da Bahia (2009); Theodoro Sampaio nos Sertões e nas Cidades (2010); O Mosteiro de São Bento da Bahia (2011); O Comércio do Açúcar - Brasil, Portugal e Países Baixos (1595-1630) (2012); O Mapa que Inventou o Brasil (2013); Luís de Albuquerque - Viagens e governo na Capitania do Mato Grosso - 1771-1791 (2014); Um Sertão entre Tantos Outros (2015); e Os Naturalistas do Império (2016).   

Com mais este livro, fruto de pesquisa inédita, o Grupo Odebrecht dá seguimento a sua colaboração com a historiografia brasileira, buscando contribuir para o melhor entendimento da formação econômica, sociopolítica e cultural de nosso país.

Sobre Clarival do Prado Valladares

Pesquisador, crítico de arte e professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, o médico Clarival do Prado Valladares (1918-1983), pós-graduado em Patologia pela Harvard University, combinou metodologia científica e sensibilidade na abordagem sociológica do objeto artístico. Seu importante legado para a compreensão do patrimônio artístico e arquitetônico brasileiro encontra-se em obras como Arte e sociedade nos cemitérios brasileiros, Nordeste histórico e monumental, Aspectos da arte religiosa no Brasil, Rio barroco – Rio neoclássico e The impact of African culture on Brazil. Mentor das Edições Culturais Odebrecht, que dirigiu por vários anos e que hoje reúnem mais de 200 obras sobre vários temas relevantes para a cultura nacional, Clarival do Prado Valladares inspira o Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica.

Sobre os organizadores e autores

Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho
Nascida em Paris, quando seu pai estava em missão, foi registrada no consulado brasileiro. Carioca de coração, vem dedicando-se com grande empenho à preservação da memória artística e cultural do Rio de Janeiro. Graduou-se em Letras e tornou-se especialista em História da Arte e Arquitetura no Brasil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Realizou o mestrado em História e Crítica de Arte, pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e o doutorado em História da Arte, pelo Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras na Universidade de Coimbra (Fluc). Desde 1986, exerce funções de ensino, orientação, pesquisa e coordenação de cursos na PUC-Rio, atuando no momento como professora e pesquisadora convidada do Departamento de História. Ministra cursos e palestras, exposições e consultorias em instituições culturais e universitárias, no Brasil e em Portugal. É membro do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA), da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (Anpap) e da Comissão de Estudos de Imaginária Brasileira (Ceib), e colaboradora do Centro de Estudo da População, Economia e Sociedade (Cepese) na Universidade do Porto. Mantém atividades editoriais, como conselheira da Gávea, revista de Arte e Arquitetura, tendo coordenado e publicado vários artigos e livros na área da história da arte e cultura, dentre eles Mestre Valentim (Cosac e Naify, 1999) e Memória da arte franciscana na cidade do Rio de Janeiro – convento e igreja de Santo Antônio e igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência (ArtWay, 2011).

Antonio Edmilson Martins Rodrigues
Professor e historiador da PUC-Rio e Uerj, com pesquisas na área de história da cidade do Rio de Janeiro, das quais resultaram vários livros, entre eles: João do Rio: a cidade e o poeta (FGV, 2000); Nair de Tefé: vidas cruzadas (FGV, 2002); Confeitaria Colombo: sabores de uma cidade (Edições de Janeiro, 2014) e A costura da cidade: a mobilidade urbana na cidade do Rio de Janeiro (Bazar do Tempo, 2016).

Serviço
Arte Jesuíta no Brasil Colonial – Os reais colégios da Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco 
Autores: Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho e Antonio Edmilson Martins Rodrigues.
Editora: Versal Editores
Páginas: 576

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