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A Odebrecht S.A segue evoluindo em seu plano de alienação de ativos, reestruturação de dívidas e fortalecimento da estrutura de capital de alguns de seus Negócios. O objetivo é garantir liquidez financeira diante da prolongada crise econômica brasileira e da instabilidade de alguns setores onde atua, como o sucroalcooleiro e óleo e gás. Uma das ações deste plano é a venda, até meados de 2017, de ativos avaliados em aproximadamente R$12 bilhões.

Os resultados têm sido positivos. Em julho de 2016 foi concluída a negociação para fortalecimento da estrutura de capital da Odebrecht Agroindustrial, braço sucroalcooleiro do grupo. A dívida da empresa era uma das maiores dentre os Negócios do Grupo, causada pelo longo período em que o preço da gasolina esteve represado, resultando em danos competitivos ao etanol. A reestruturação contemplou a capitalização da empresa, pela Odebrecht S.A., de aproximadamente R$ 6 bilhões: R$ 2 bilhões por meio da integralização dos ativos de energia renovável e R$ 4 bilhões em aporte financeiro, sendo R$ 2,5 bilhões destinados exclusivamente à redução imediata do endividamento da Odebrecht Agroindustrial, adequando a alavancagem à geração de caixa da própria empresa. A iniciativa reforça a clara confiança da Odebrecht no setor e no papel primordial do etanol como fonte renovável para a matriz energética brasileira.

No processo de alienação de ativos, a empresa concluiu importantes negociações. A Odebrecht S.A. anunciou em outubro de 2016 a venda de sua participação de 70% na Odebrecht Ambiental, sua linha de Negócio no setor de saneamento, para a Brookfield Brazil Capital Partners LLC e a BR Ambiental Fundo de Investimento em Participações. Os 30% restantes pertencem ao fundo FI-FGTS. O valor da venda foi de US$ 878 milhões. As unidades Cetrel, Ecosteel Gestão de Águas e Ecosteel Gestão de Efluentes Industriais, todas da área de tratamento de águas industriais, estão sendo negociadas com outros interessados, de forma independente e vão gerar liquidez adicional. A Odebrecht S.A. mantém o desenvolvimento das prospecções de projetos ambientais na América Latina (exceto o Brasil) e África.

Em junho de 2016, a Odebrecht Latinvest, empresa que consolida concessões no Peru e na Colômbia firmou acordo de venda de 57% da concessão rodoviária Rutas de Lima, no Peru, para a gestora global de ativos Brookfield. Com a conclusão da venda, a Brookfield assumiu a posição de sócia majoritária com 57%, enquanto a Odebrecht Latinvest passou a ter 25% das ações e a Sigma permaneceu com 18%. Em novembro deste mesmo ano, a Odebrecht Latinvest fechou acordo de venda de 100% da Concessionaria Trasvase Olmos S.A. (CTO) e H2Olmos S.A., concessões do Projeto Olmos de irrigação no Peru, à Brookfield Infrastructure e à Suez.

Odebrecht Energia, em outubro de 2016, anunciou a venda da Odebrecht Energias Alternativas, que detém o Complexo Eólico Corredor do Senandes, localizado no município de Rio Grande (RS), para o Grupo NC. A venda ocorreu após a construção e implantação do Complexo, possibilitando capturar os ganhos de um ativo já em fase 100% operacional, após investimento da ordem de R$ 400 milhões. A Odebrecht Energia segue em negociação com alguns grupos empresariais dentro de processo competitivo para a venda de participação de 28,6% – sendo 18,6% diretos e 10% por meio do fundo FIP Amazônia – na empresa Santo Antônio Energia.

O Grupo Odebrecht ainda busca compradores para uma usina hidrelétrica e um gasoduto no Peru, e negocia a venda de participação em um bloco de petróleo em Angola, entre outras operações em andamento. Em resumo, até o momento já foram efetuadas vendas que totalizam aproximadamente R$ 5,7 bilhões. Estas negociações permitem também a redução de outros R$ 5,7 bilhões na dívida bruta do Grupo.

Endividamento está nas Empresas

Os Negócios da Odebrecht são segregados, em diferentes setores, com sócios distintos, liderança própria e em diferentes estágios de maturidade, sendo que o endividamento acontece no âmbito de cada empresa, primordialmente no âmbito dos projetos nos quais cada uma delas tem participação. Trata-se do que se chama de “project finance”, onde os credores avaliam e financiam cada projeto, que tem seu caixa segregado e cujas receitas são a garantia de repagamento da dívida.

Em função do cenário econômico nacional e internacional, a Odebrecht S.A e suas empresas não ingressaram em novos projetos desde 2014, o que reduz a necessidade de obtenção de novos recursos financeiros.

Além reestruturação de capital da Agroindustrial, a Odebrecht Óleo e Gás segue em negociação com os detentores de títulos emitidos pela sua subsidiária Odebrecht Offshore Drilling Finance Limited, afetados pela rescisão, em setembro de 2015, pela Petrobras, do contrato de afretamento e operação da unidade de perfuração offshore ODN TAY IV. Esta unidade compõe, juntamente com outros três navios-sonda, o grupo de ativos que garantem estes bonds, atualmente avaliados em US$ 2,041 bilhões. O setor de Óleo e Gás em todo o mundo vêm sendo afetado pela queda no preço do petróleo.

Resultados e desafios

Apesar das dificuldades da conjuntura, a receita bruta da Odebrecht S.A atingiu R$ 126,6 bilhões e o Ebitda chegou a R$ 23,1 bilhões em Junho/16 (últimos doze meses). A receita das operações fora do Brasil representou 58% dos ingressos totais demonstrando a importante presença do Grupo no exterior, reflexo dos resultados obtidos fora do Brasil.

Em abril de 2016 a Braskem colocou em operação o complexo petroquímico Etileno XXI, no México. Trata-se do maior complexo petroquímico da América Latina, que utiliza gás natural como matéria prima, cujo fornecimento é assegurado por contrato de 20 anos com a Pemex (estatal mexicana de petróleo e gás).

Desde 2015 a Odebrecht Engenharia & Construção Internacional conquistou importantes contratos para execução de obras como a Rodovia 836, na Flórida (EUA), a Linha 2 do Metrô da Cidade do Panamá, a primeira linha metroviária de Quito (Equador), a reurbanização da cidade de Colón (também no Panamá), a Linha de Transmissão de Energia Laúca e a Base Naval, ambas em Angola.

“Estamos passando por um processo de revisão da forma de nos organizar, de conceitos, de políticas e diretrizes. Já vivemos outras crises no passado, que resultaram na revisão das nossas áreas de atuação. Certamente, após concluída esta etapa atual, virada esta página, estaremos preparados para enfrentar os desafios do futuro”, diz Newton de Souza, diretor-presidente da Odebrecht S.A.