Sustentabilidade

Valorização da Cultura

Artes

No esforço para fortalecer a Cultura do Brasil e de outros países, a Odebrecht patrocina estudos e a posterior elaboração de livros que resgatam o patrimônio de Comunidades onde atua.

Artistas e pesquisadores recebem apoio para desenvolverem trabalhos que contribuam para a construção da identidade de cada grupo social. O resultado é uma farta coletânea com obras sobre as mais diversas formas de arte, como música, pintura, escultura, poesia, tapeçaria e cerâmica.

Nos últimos anos, a Organização apoiou trabalhos sobre o modernismo de Tarsila do Amaral, as lentes de Cravo Neto, a Bahia de Caymmi, os clássicos de Villa-Lobos, o cordel de Elomar, o talento de Clarival do Prado Valladares e as pinturas de Lula Cardoso Ayres, Alberto Valença e Portinari, entre outros importantes artistas.

Confira abaixo o acervo construído por autores apoiados pela Organização: 

As Companhias das Índias e a Porcelana Chinesa de Encomenda

Porcelana da Companhia das Índias foi o nome genérico por que se tornou internacionalmente conhecida toda porcelana originária do Extremo Oriente. Fabricadas sobretudo na China desde a Antiguidade, centenas de exemplares dessa louça fina chegaram ao Brasil com a Corte portuguesa e acabaram ganhando lugar de destaque nas casas brasileiras.

As Companhias das Índias e a Porcelana Chinesa de Encomenda, editado em 1986, é o primeiro livro em língua portuguesa a traçar um panorama abrangente desse importante capítulo das artes decorativas e das relações comerciais entre Oriente e Ocidente.

Com pesquisa e texto do historiador e crítico de arte José Roberto Teixeira Leite, o livro traz 80 ilustrações (fotos) em cores e 70 em preto e branco. Combinando conceituação estética e pesquisa histórica, oferece uma noção abrangente do que sejam essas famosas peças, ainda hoje disputadas por colecionadores.

Aspectos da Arte Religiosa no Brasil

Aspectos inéditos, ou pouco divulgados, do barroco nordestino são apresentados de maneira sistemática e pioneira em Aspectos da Arte Religiosa no Brasil.

O livro documenta a arquitetura, a escultura (talha e imaginária), a pintura (painéis de forro e parietal), a azulejaria e a ourivesaria (em ouro e prata), nos estados da Bahia, de Pernambuco e da Paraíba. Ele foi lançado em edição bilíngue (português / inglês), em 1981.

A organização, pesquisa, roteiro iconográfico e texto ficaram por conta do historiador Clarival do Prado Valladares – que também assina 148 das 221 fotografias do livro. Aspectos da Arte Religiosa no Brasil é uma importante contribuição ao registro do legado artístico-religioso português no Brasil e, em particular, no Nordeste brasileiro.

Aspectos da Pintura Primitiva Brasileira

Na arte brasileira contemporânea, os chamados “pintores primitivos” constituem um grupo à parte e, apesar dos elogios de críticos e colecionadores, costumam ser mantidos isolados.

Aspectos da Pintura Primitiva Brasileira procura valorizar esse segmento, com a sistematização das origens e influências dessa corrente e a distinção das manifestações folclóricas ou populares. Trabalho pioneiro no gênero, o livro apresenta biografia e reproduções de quadros de cerca de 60 de artistas, como Heitor dos Prazeres, Ivan Morais, José Pinto, Gilvan, Miranda, Cardosinho e Rosina Becker do Valle, entre outros.

Publicado em 1978, em edição bilíngue (português / inglês), Aspectos da Pintura Primitiva Brasileira tem pesquisa e texto do professor e crítico de arte, Flávio de Aquino, e apresentação de Geraldo Edson de Andrade.

Aspectos da Tapeçaria Brasileira

A tapeçaria se afirmou como arte na França medieval, tornando-se popular durante o reinado de Luís XV. Sua história, no entanto, remonta aos povos da Antiguidade, como egípcios, assírios e babilônios.

Aspectos da Tapeçaria Brasileira faz uma revisão das principais propostas e tendências dessa arte em nosso país. Parte do pioneirismo de Regina Gomide Graz, passando pela época do Modernismo de 1922, até o trabalho inovador de Madeleine Colaço.

Publicado em 1977, em edição bilíngue (português / inglês), o livro destaca as particularidades de processos e materiais da tecelagem desenvolvidos no Brasil por colonos, indígenas e escravos. Com texto de Geraldo Edson de Andrade e apresentação do historiador Clarival do Prado Valladares, traz fotos de Antônio Rudge, que reproduzem obras de cerca de 120 artistas brasileiros.

Auto da Catingueira

O compositor Elomar Figueira Mello, baiano de Vitória da Conquista, resume sua experiência como cantor de feira, em Auto da Catingueira.

Lançado em 1984, com dois discos e libreto, o álbum representa a síntese dessa trajetória. Em vocabulário regionalista (da “catingueira”), a voz e a poesia de Elomar falam da magia de forças naturais como a terra, o fogo, o mato e o vento.

Com ilustrações de Juarez Paraíso, Auto da Catingueira representa a recuperação de um universo marcado por forte religiosidade primitiva, que, por falta de registro, corria o risco de se perder na memória popular.

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