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Valorização da Cultura

Artes

No esforço para fortalecer a Cultura do Brasil e de outros países, a Odebrecht patrocina estudos e a posterior elaboração de livros que resgatam o patrimônio de Comunidades onde atua.

Artistas e pesquisadores recebem apoio para desenvolverem trabalhos que contribuam para a construção da identidade de cada grupo social. O resultado é uma farta coletânea com obras sobre as mais diversas formas de arte, como música, pintura, escultura, poesia, tapeçaria e cerâmica.

Nos últimos anos, a Organização apoiou trabalhos sobre o modernismo de Tarsila do Amaral, as lentes de Cravo Neto, a Bahia de Caymmi, os clássicos de Villa-Lobos, o cordel de Elomar, o talento de Clarival do Prado Valladares e as pinturas de Lula Cardoso Ayres, Alberto Valença e Portinari, entre outros importantes artistas.

Confira abaixo o acervo construído por autores apoiados pela Organização: 

Carlos Bastos

Pioneiro da arte moderna na Bahia, o pintor Carlos Bastos ganhou também projeção como ilustrador e cenógrafo. Aluno de Mendonça Filho e Alberto Valença, tornou-se presença constante na vida cultural de Salvador.

Carlos Bastos foi publicado em 2000, em edição bilíngue (português / inglês), por ocasião dos 75 anos do artista. O livro apresenta uma antologia de sua obra, desde sua estreia, em 1947, aos trabalhos mais recentes da década de 1990.

Com assessoria editorial de Claudius Portugal e projeto gráfico de Virgínia Y. Fujiwara e Claudio Rapold, o livro constitui o balanço de uma carreira marcada por dezenas de exposições individuais e coletivas e numerosas premiações. O prefácio de Antônio Carlos Magalhães – amigo do pintor desde o curso primário – ressalta o cuidado com detalhes e o rigor das telas de Carlos Bastos, e as define como “espelhos da alma baiana”.

Carybé

Apaixonado pela Bahia desde sua primeira visita ao Brasil, em 1938, o pintor Carybé (1911-1997) radicou-se definitivamente em Salvador em 1950, realizando ali a parte mais expressiva de sua obra. Tornou-se famoso por suas caracterizações, em diferentes técnicas, das negras e mulatas baianas, do cenário colonial e da cultura africana em nosso país.

Considerado um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros, Carybé na verdade nasceu na Argentina, com o nome de Hector Julio Paride Bernabó. Passou parte da adolescência e da juventude estudando na Europa. Ele só se instalou no Brasil no início da maturidade, quando tinha quase 40 anos, a convite do educador Anísio Teixeira, então secretário de Educação e Saúde da Bahia.

Carybé é o primeiro registro iconográfico completo e organizado da obra criativa e variada do artista, que se naturalizou brasileiro em 1957. Apresenta desenhos, gravuras, aquarelas, óleos, cerâmicas e esculturas, acompanhados de minuciosa cronologia, que os relaciona às fases de sua carreira.

O livro foi lançado em 1989, em edição bilíngue (português / inglês), com organização do artista gráfico e fotógrafo Bruno Furrer e apresentação de Jorge Amado. A obra inclui uma coletânea de textos do próprio artista e de seus amigos e admiradores, como Rubem Braga, Lídia Besouchet e José Cláudio da Silva.

Caymmi – Som, Imagem, Magia

Com sua música de acentuado tempero regional, o cantor e compositor baiano Dorival Caymmi ajudou a projetar internacionalmente a MPB e o Brasil. Autor de clássicos como O que é que a baiana tem?, Samba da minha terra e Saudade da Bahia, conquistou a admiração e os aplausos até de exigentes críticos e intelectuais brasileiros.

O álbum Caymmi – Som, Imagem, Magia é um importante registro da vida e da obra do autor. Com pesquisa e texto de Marília Barbosa e Vera de Alencar e prefácio de Jorge Amado, traz minuciosa biografia, enriquecida por fotografias de época e pinturas do próprio Caymmi.

Os dois discos que acompanham Caymmi – Som, Imagem, Magia trazem apresentação de Jairo Severiano e 22 músicas, sendo duas inéditas. Neles há ainda depoimentos dos amigos Jorge Amado, Tom Jobim, Caetano Veloso e Carybé, além do próprio artista, que fala de suas lembranças e canções.

Lançado originalmente em 1985, com distribuição fora do comércio, o álbum chegou às lojas em 1996, numa segunda edição, com CD duplo.

Cravo

Apelidado de “ferreiro de Exu”, por Jorge Amado, o artista plástico Mário Cravo Jr. foi um dos expoentes da escultura no Brasil. Ganharam destaque grandes obras suas instaladas ao ar livre, integrando arquitetura e paisagismo. Alguns exemplos são a Barragem da Pedra do Cavalo, em Cachoeira, e a Casa do Comércio, em Salvador.

Cravo é o registro desse trabalho pelas lentes de seu filho, o fotógrafo Mário Cravo Neto, que estabelece com ele um rico diálogo criativo. Edição bilíngue (português / inglês) de 1983, constitui uma verdadeira retrospectiva da carreira do artista, reunindo obras produzidas a partir de 1942.

Cravo traz ainda uma antologia de textos e comentários de Oswald de Andrade, Roger Bastide, Flávio de Aquino e Pietro Maria Bardi, entre outros. Na apresentação, o pesquisador Boris Kossoy define o livro como um “entrelaçamento artístico e profissional” de pai e filho.

Darcy Azambuja: Contos Escolhidos

A publicação Darcy Azambuja: Contos Escolhidos reúne uma seleção de contos do escritor gaúcho Darcy Azambuja, produzida por Geraldo Hasse. A obra recebeu patrocínio da Odebrecht e foi lançada em 2005.

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